*sertanejão.
Pensei que o nosso amor era caso encerrado, foi só te ver de novo pra eu perceber, que o meu coração só sabe te querer bateu uma saudade, uma louca vontade de amar você. Se eu pedir cê volta pro meu coração? Pelo amor de Deus, não me diga não.
Porque você faz assim comigo? É muita maldade, viu!
*silêncio.
Sabe que tenho um texto pronto pra mandar pra você? Fiquei horas pensando no que escrever, como escrever, e aí escolhi e fiz; mas e a coragem?
Não, acho que não vou mandar. Pra que? O que adiantaria? E convenhamos, ambos estamos cientes de tudo isso, as palavras não são necessárias, o orgulho não precisa ser quebrado, a decepção não precisa existir.
E mais uma vez eu deixo passar. Calo e fujo. Talvez você não saiba disso, mas não tenho pressa, espero o tempo que for preciso :)
*03.02
03.02, um dos dias mais utópicos da minha vida. Pode parecer exagero, mas não, juro que foi um dia estranhamente bom!
Realizei o sonho de ver o meu nome na lista da tão temida FUVEST. Sabe quando desde pequenininha você pensa e fala: é lá que eu quero e vou estudar! Bom, foi assim comigo; sempre soube que queria morar em São Paulo e formar na melhor facul do país. Por várias vezes isso não passou de uma loucura na minha cabeça, não me achava capaz, era totalmente insegura! Mas rolou! Tá, não é o curso mais difícil de se passar e blá, mas passei, tô dentro, né? :D Isso que importa :}
A parte dois desse momento estranhamente bom foi a pessoa que tava do meu lado nesse momento; foi você! A pessoa mais improvável possível, e a que eu queria. Foi você que me abraçou quando vi meu nome na lista e me deixou chorar de felicidade nos seus braços. Quanto tempo eu esperava por essa sensação! Tão confortante, tão bom! E parecia tão irreal, uma situação tão fantasiosa, tão impossível! E aí eu tive aquela certeza, mas dela só eu sei, não conto pra você nem pra niguém. Pra que servem as palavras nessas horas, hã?
The best and most beautiful things cannot be seen or even touched, they must be felt with the heart.
*Where’s?
Cadê aquela minha vontade louca de escrever? Cadê aquela minha inspiração? Não sei, sumiu :/
*sobre amor.
Eu não deveria, mas hoje abri aquele relicário.
Meu Deus, quanta coisa linda! Aquelas palavras, aquelas juras, aquelas fotos e cartas. Aquela caligrafia com canetas coloridas, letras de músicas e poesias, aquelas datas, aquele buquê de rosas de papel, aquelas lembranças. Você me invade de novo e eu me acabo de chorar.
Ainda bem que o papai do céu anda fazendo tudo certo, ele não me deixa te ver.
Ainda bem que o dia que você veio falar comigo do nada não tinha como a gente se encontrar, e nem no outro; e o agora que eu pensei que fosse provável não existe mais.
É ruim estar tão perto e tão longe de você (ô clichezão, hã?!). É ruim ouvir algumas coisas suas e saber de outras. É ruim ter essa esperança. É ruim a comodidade e a distância, o tempo e as diferenças.
É estranho conversar com você depois de muito tempo e ver que nada mudou, que eu te conheço do mesmo jeito, que a gente se entende bem e que talvez ambos reprimem palavras.
Seus comentários bobos me matam e aquelas brincadeirinhas só me instigam.
Aquelas trivialidades mostram nossa intimidade, aquilo que só a gente sabe, o que faz o ‘eu’ e ‘você’ ser o ‘nós’.
E aí, como que fica? Assim, desse jeito. É o que convém pra ambos, não? Ninguém vai atrás, ninguém assume nada direito e sem mudanças desnecessárias. O ‘nós’ se desfaz de novo formando sujeitos, muitas vezes indefinidos. Vou ali, continuar com o meu ‘eu’.
*Me diga com quem andas…
Sabe que esse provérbio, ou sei lá como se chama isso, nunca se encaixou bem pra mim?! Na maioria dos casos e pessoas isso pode funcionar, mas acho que não comigo. Você pode estar pensando: nossa, quem essa menina pensa que ela é? Mal sabe ela que é só mais uma e blablabla… Eu sei, eu sei, não digo que sou A menina diferente, mas ainda não achei ninguém que se parecesse muito comigo.
Às vezes escuto tanto falarem: “noooossa, tenho uma amiga gêmea”, ou “eu e meu namorado somos super iguais” ou coisas do tipo. Eu não, nunca achei alguém que eu realmente me identificasse; e sinto falta.
Vejo muito pelas minhas amigas. Meu Deus, como somos diferentes! As personalidades são muitas vezes opostas e os valores também. Claro que tem muita coisa em comum, mas de verdade, cada vez me sinto mais distante. Não sei, só não consigo acompanhá-las, e é ruim. O que elas pensam, querem e fazem se opõe a mim. E aí me sinto a chatinha, careta e blá, mas sou mesmo e nem ligo. Eu sei que isso sempre existiu, mas parece que agora isso fica evidente e me incomoda muito mais.
E o pior é que essa ‘modernização’ nem sempre é boa. O que pra uns é progresso, pra mim é regressão. Maas, quem sou eu pra julgar, né?
Enfim, nada de muito útil nesse post, só alguns pensamentos momentâneos.
*big girls don’t cry.
Eu tava tranquila de novo e pra variar você surge de repente, como quem não quer nada. E eu já nem sei mais o que eu sinto. Gostar de você eu gosto, fato. Sempre gostei, sempre vou gostar. Mas é um amor racional.
E sabe, acho que você também gosta, senão não faria isso tudo, mas é muito cômodo pros dois estar como estamos. Ainda bem! Não quero ter você, não agora, não desse jeito. Não dizem sempre: ’se for pra vocês ficarem juntos, vocês vão ficar’? Pois é, eu acredito bem nisso. Não tenho pressa, espero o tempo que for.
É só que ontem me deu saudades. A nossa conversa me deixou totalmente nostálgica. Mas também, você tinha que lembrar de tudo aquilo? Tinha que me fazer rir daquele jeito e me fazer dar o sorriso mais largo que eu consigo? Cada coisinha boba, mas que é o que nos torna íntimos, nos faz conhecer um ao outro. E então você faz uns elogios despretensiosos e umas provocações em tom de brincadeira e eu só te leio, na vontade.
Sabe o que é bom? Mesmo depois de taaanto tempo, mesmo a gente nem se falando mais, parece que é a mesma coisa. Consigo te imaginar falando e fazendo tudo do mesmo jeito, como se fosse ontem. Eu lembro da tua voz, das nossas manias, da nossa rotina. É você que eu lembro quando escuto aquelas músicas. É em você que eu penso quando eu vejo aquele lugar ou aquele filme. É tudo sempre você. Já tentei me enganar dizendo que não, pensando que não, mas não adianta, tudo, tudo mesmo me leva a você.
E aí depois quando fica tarde, você vai embora de novo, como se não tivesse acontecido nada. Mas eu já nem ligo tanto, são nessas idas e vindas que eu aprendo a manobrar direito.
*do you?
Mommy says: Você ainda gosta dele?
Fer says: Sim.
Uma resposta antiga pra uma pergunta mais antiga ainda.
Sinceramente? Hoje não sei o que responderia.
