Publicado por: *Fernandinha | 30/11/2009

Pela milésima vez nesse mês, sonhei com você. Wake me up when november ends (ainda bem que hoje é o último dia!)…

Talvez daqui uns dias a gente se encontre. Talvez seja por acaso, ou então por marcarmos alguma coisa trivial. Não sei. Só sei que ando agoniada. É ruim descobrir – e a parte mais difícil – ter que admitir que gosto de você. Não queria! De todo o meu coraçãozinho eu digo que não queria! E nem sei como esse sentimento ainda existe; você é tão… do jeito que eu gosto idiota! Porque você não diz que também gosta de mim e fica comigo some da minha vida?

O tempo passa e pensava que dele só sobrariam resquícios de memórias, que nada! A junção das pequenas lembranças se transformam em certezas. Certezas que eu tento, mas não consigo evitar. E aí eu me pego de novo repetindo aquele mantra, com incontáveis mentiras e torcendo pra que estas, de tanto ser ditas, se tornem verdade.

Publicado por: *Fernandinha | 29/11/2009

*hide and seek.

Quem é você? Não sei se sei. Não sei se já deveria te conhecer ou isso é normal, ninguém conhece o outro de verdade.
Você se contradiz tanto, cai em armadilhas que você mesmo arma e depois se enrosca para sair. Os planos não são totalmente arquitetados, há inúmeras falhas e observações que devem ser revisadas.
Às vezes acho que você tenta ser outra pessoa, ou pelo menos mostra ser, quer que seja, mas não é. Quando é você, quando não tem mais ninguém por perto, a essência, sim, aquela essência vem à tona. Vai se despindo aos poucos até toda aquela máscara cair – afinal, elas sempre caem- e então olha para o espelho e enxerga um rosto meio desfigurado e com alguns sinais, sinais de esconderijos.
No fundo acho que você sabe que não adianta se ocultar, suas fraquezas aparecem uma hora ou outra; e acho que já as vi, mesmo sem você notar.
Só não me venha com mentiras pretensiosas, porque a partir daí a minha vontade de te conhecer desaparecerá instantaneamente.

Publicado por: *Fernandinha | 28/11/2009

*Livros pra 2010.

Terminar:
O dia do Coringa.
O mundo de Sofia.

Ler:
Trainspotting.
Admirável mundo novo.
Laranja mecânica.
O manifesto comunista.
O garoto do convés.
Amar, verbo intransitivo.
A hora da estrela.
Ensaio sobre a cegueira.
A cidade do sol.
O pau (não é pornô, tá?)
Anjos e demônios.
O físico.

Deve ter mais vários que não lembro agora.
Espero de verdade conseguir ler todos (yn)

Publicado por: *Fernandinha | 23/11/2009

*nothing wtv.

Um palpite: aquele processo evolutivo do qual eu participava se consolidou. O ciclo se fechou… finalmente!
Nada de rodeios. As palavras não se repetem e nem os sentimentos. O ‘mais do mesmo’ se limita ao Renato Russo, o paradigma vêm tornando-se cada vez menos conservador.
A decisão está feita e a borracha perde sua função quando não há papel e grafite envolvidos. Ainda bem! É uma tentação a vontade de usá-la. Jogo fora todas (às vezes a vontade é tanta que acabamos tendo ideias insanas, precauções são necessárias), só pra garantir.

(minhas ideias sumiram, talvez mais tarde eu edite isso aqui)

Publicado por: *Fernandinha | 23/11/2009

*reflexão quase total.

Te olho e me vejo. Você é muito mais eu do que imagina, muito mais do que eu imagino. Ódio!
Você recita meus textos como que por diversão, e eu que era para ouvir tranquila, por saber o final da história, fico mais agoniada com cada abertura de boca. Uma tortura.
Não sei se você reconhece todas essas semelhanças. Não sei se faz de propósito. Talvez queira ser um pouco de mim, talvez precise ser um pouco de mim. E eu, definitivamente não queria ter nada em comum contigo, mas tenho.
Porque você não me deixa, hein? Sei lá… suma! Acho que faria um bem enorme pra nós!

Publicado por: *Fernandinha | 21/11/2009

*virgens da minha vida.

Só enquanto eu respirar, vou me lembrar de vocês.

Publicado por: *Fernandinha | 19/11/2009

*O nosso livro.

Vi uma idealização minha em um curta-metragem agorinha. Romance com direito a biblioteca, livros, poesias. Totalmente utópico! E aí me pego dando risada desse meu jeito menininha de ver o amor. Parece que eu não cresço, sabe? Acredito na mocinha e no príncipe; e que a madrasta sempre se dá mal no final, e aí temos um lindo ‘felizes para sempre’. Maniqueísmo.

Acho graça desse meu jeito, nem acredito que eu possa pensar em algumas coisas que penso, ou sonhar com outras. Nisso aí eu sou ingênua, até demais; pareço uma criança que monta historinhas com a Barbie e o Ken. Ê, Fernanda, você precisa crescer!

Publicado por: *Fernandinha | 18/11/2009

*gerações.

“A Câmara não acode? Não pode.
Pois não tem todo o poder? Não quer.
É que o governo a convence? Não vence.

Quem haverá que tal pense,
que uma Câmara tão nobre
por ver-se mísera, e pobre
Não pode, não quer, não vence.”

Incrível como um poema do Gregório de Matos, do século XVII cabe tão bem nos dias atuais. Ouvi o poema e gostei, quando fui ver a data assustei! O tempo passa, os anos, os séculos e os problemas são os mesmos. Aí o choque de gerações não divergem.
Li Capitães da Areia, Jorge Amado, e foi a mesma coisa. O retrado de uma Bahia de 1930 mais ou menos é um pouco da realidade de cada cidade desse país. Meninos homens, que com seus 12, 13 anos roubam pra sobreviver, tem preocupações de adultos em se tratando de buscar alimentos e onde dormir, e ao mesmo tempo se encantam ao ver um carrossel, acham a coisa mais bonita do mundo. E ainda são maltratados, sofrem um mau enfoque da mídia e as poucas ajudas são mal julgadas. Mais do mesmo.
E aí vejo um curta do Jorge Furtado, a Ilha das Flores, e um tapa na cara de novo. Às vezes somo arrogantes em um ponto que nem pensamos, né? Inevitável. Jogar alguma coisinha fora, nos dar o luxo de recusar uma ou outra coisa, falar ‘não gosto’, ‘não quero’, enquanto outros não querem mas fazem, sem questionar.
Nessas horas me sinto mal. Sou tãão fresca que às vezes me enjôo comigo mesma. E o pior é que isso, esse choque de realidade, como tudo é efêmero. Querendo ou não amanhã eu esqueço disso e volto pra minha vidinha alienada.
Pelo menos tenho meu choque de realidade, tem outros que sequer se importam um segundo. Você é de que tipo?

Publicado por: *Fernandinha | 16/11/2009

*Fernanda Sayuri Yonehara II.

Acho que gostei da ideia de me descrever. Pensar em mim e tentar saber quem eu sou. Tô numa crise de identidade acho, sim, bem emo. Bem pré-adolescente.

Que mais posso falar de mim?
Consigo ter um milhão duzentos e trinta e sete mil trezentos e quarenta e nove opiniões diferentes sobre a mesma coisa. Sou altamente impaciente. Gosto de quando arranco esmalte e ele sai inteirinho. Detesto que pessoas sem noção me adicionem no orkut. Detesto pessoas que adicionam pra nada. Detesto ter muitos contatos no orkut, saio excluindo todo mundo (sim, sou chata). Era zagueira no time de futebol, e por sinal, jogava pessimamente. Adoro andar de patins, apesar de ter anos que não o faço. Tinha um skate, que nunca aprendi a andar. Adoro tênis, tenho quase 10 pares e só uso uns 3. Gosto de cochilar depois do almoço. Odeio meninos covardes.

Odeio gente indiferente, e parece que às vezes atraio amizades assim, é um saco. Adoro vestidos. Tenho mais de 600 árvores num site de reflorestamento. Fiz quase 10 anos de inglês e não sei falar nada. Quero ir pra Dinamarca. Já tive minha época de ouvir CPM22 e achar que por isso eu era suuuuuper rockeira. Gosto de Legião Urbana porque a maioria das músicas não tem refrão. Sou medrosa, muito! Adoro ver filmes de terror, mas fico morrendo de medo depois. Tenho alguns traumas na minha vida. Já fui algumas boas vezes em psicólogas diversas, não adiantou muita coisa. Adoro minha casa de Três Lagoas, é espaçosa, é aconchegante. Às vezes ficava acordada até tarde no computador e batia a fome, mas não descia pra comer por medo, acabava indo dormir. Já desmaiei umas 4 ou 5 vezes, e na última tive início de convulsão. Não curto meninos de regata, não curto meninos muito fortes. Adoro meninos de camisa, de meninos que se vestem bem (isso é relativo, eu sei).

Morei 2 anos em Taquaritinga, interior de São Paulo e nunca mais voltei pra visitar, tenho saudades. Quando morava em Brasília, meu padrinho trabalhava na Granja do Torto, visitei a casa do presidente inúmeras vezes, e adorava! Quero ter um casal de filhos, e que a menina seja mais velha. Quero dar nomes japas aos meus filhos. Tenho uma relação estranha com meus pais e irmãos. Gosto de chorar, me alivia, me faz bem. Meu cabelo é estranho, já foi liso, armado, ondulado, e agora tá liso de novo. Enjoo muito rápido dele. Já pintei de vermelho, de rosa, de roxo, de preto azulado, já usei cabelo de cocota, franjinha que me deixava com a cara mais gorda que já é, franja de lado, cabelo curto, comprido, de emo, em camadas. Já tomei glicose na veia o_O Adoro bolsas.

Não consigo ficar sem câmera. Gosto de tirar fotos de tudo, filmar, guardar. Sinto falta de ler. Costumava ler 2 livros por mês, hoje não leio 10 livros no ano. Posso passar um dia inteiro na Paulista, adoro aquele lugar. Detesto quem acaba de me conhecer e fica me chamando de ‘amor’, me irrita, soa tão falso! Não me acho bonita. Meus favoritos do mozilla são todos nerds: dicionário, agenda cultural, Etapa, google, yahoo help, usp e blá. Sempre vejo site de meteorologia antes de sair de casa (o clima daqui é louco!), apesar de muitas vezes não funcionar. As pessoas me cansam muito rápido.

Não gosto de namorar um cara lindo demais. Odeio ouvir ‘oi japa, me leva pro japão?’ ou ‘arigatô’, como se fosse um super flerte. Quando tô namorando sempre aparece alguém interessante, só eu ficar solteira que os homens decentes do mundo somem. Gosto de lavar o cabelo todos os dias. Não sou boa em redação. Adoro estequiometria, química orgânica, zoologia e história do Brasil. Detesto geometria analítica, citologia e história antiga. Às vezes tenho uma necessidade enorme de ficar sozinha. Escrevo bem quando não tô bem. Tem vários textos, mensagens, que não saíram do rascunho. A impessoalidade de São Paulo às vezes me deprime.

Não chegue perto de mim quando estiver de TPM, vou me irritar com você. Sou um pouco rancorosa, meu orgulho me mata em alguns momentos. Assinava a revista Recreio quando era criança. Chorei quando o Pikachu morreu no primeiro filme do Pokémon. Era viciada em Chiquititas, Maria do Bairro, A usurpadora. Brincava de Saillor Moon com a Lú, dançávamos Sandy e Júnior loucamente em cima da cama da minha tia. Adoraava brincar com terra, fazer fogueira, ir pra rua correr descalça. Tenho um pouco de medo de altura. Sou fiel e melosa. Acho que água de cachoeira é fria demais. Gosto de banhos quentes.

Cansei! Quem sabe daqui uns dias venha o episódio 3 do ‘Fernanda who?’ :}

Publicado por: *Fernandinha | 16/11/2009

L’essentiel est invisible pour les yeux.

SDC19584

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